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[CECOP Talks] Opticanet fala sobre o processo de digitalização e tecnologias para o varejo ótico

Em 2004, o Opticanet iniciava sua história. Com apenas três anos de existência, o portal já era uma das principais fontes do mercado ótico, devido ao conteúdo de qualidade ofertado, bem como serviços específicos para o varejo ótico, com soluções que envolvem desde um banco de dados de vagas e empregabilidade, além de soluções voltadas à medição da DNP. A CECOP Brasil conversou com o Roman Grasso, Diretor do Opticanet, em uma entrevista exclusiva para o CECOP Talks, abordando a digitalização e soluções tecnológicas específicas para as óticas.

Roman falou sobre a relevância do meio digital para os negócios que desejam se manter competitivos atualmente e explorou, também, tecnologias existentes no mercado que estão à disposição do empresário. “Para o futuro, as estratégias funcionarão como um “omnichannel”, que nada mais é que um showrooming iniciado pela internet, segue para a loja física e finaliza na digital. O pós-venda será online e penso que vai ser um modelo híbrido, interessante para todos”, comentou Roman. Confira!

 

CECOP Brasil: Poderia nos contar a história do Opticanet? Quando o portal foi fundado?

Roman Grasso: O Opticanet foi fundado em 2004 e, três anos depois, em 2007, nós já estávamos entre as principais fontes do nosso mercado. Para alcançarmos essa posição, nossa estratégia foi ir além da divulgação de notícias. Criamos serviços específicos para o varejo ótico, envolvendo, por exemplo, uma seção exclusiva para vagas – que engloba a bolsa de empregos, cursos específicos disponibilizados online e classificados. Todos esses pontos trouxeram o nosso público que são, em suma, os técnicos em ótica, vendedores e lojistas. Esse foi o caminho que fez o Opticanet ser o que ele é hoje.

 

C: Como você enxerga o mercado de tecnologia aplicada no segmento ótico? Houve um crescimento nos últimos anos?

Roman: Sim, sem dúvidas! Inclusive, por causa da pandemia, todo mundo foi forçado a usar esses recursos. O meio digital, agora, não é mais uma opção. Ele virou obrigação ou o caminho principal. Estamos enxergando isso com outros olhos, mas, mesmo assim, eu vejo que o mercado ótico, antes da pandemia, também estava tímido no digital. Como óculos é um produto semiacabado, não é fácil vender ele pela internet. É necessário ir ao local, provar a armação, depois precisa fazer a venda e a medição da DNP (Distância Naso-Pupilar); tudo isso para a montagem das lentes.

Como produto semiacabado, o ponto de venda ainda é muito importante e, logicamente, o empresário que está investindo no ponto físico e quer trazer o cliente para a loja. Ele não queria manter esse cliente na internet, pois enxergava isso, até certo ponto, como concorrência. Agora que a situação mudou um pouco e abriu os olhos de muita gente: passaram a notar esse canal como um meio importante. Mas quero frisar que acredito que, para o futuro, as estratégias funcionarão como um “omnichannel”, que nada mais é que um showrooming iniciado pela internet, segue para a loja física e finaliza na digital. O pós-venda será online e penso que vai ser um modelo híbrido, interessante para todos.

 

C: Estamos vivendo um período ainda de crise econômica, o qual requer uma modernização e inovação por parte das empresas. Nesse contexto, qual é a importância de se apostar na digitalização para o varejo ótico?

Roman: O varejo não é só a venda. Começa muito antes com treinamento, educação dos funcionários e do próprio empresário que também precisa se atualizar. Depois, quando se tem essa educação, vem a estruturação do negócio, porque o processo é muito importante. Eu sempre brinco que primeiro se arruma a cozinha, depois você consegue servir pratos.

E muita gente não tem a cozinha arrumada, não tem bons fornecedores e, dessa forma, não consegue agregar valor à venda no final. É a mesma coisa, usando esse exemplo, que acontece com as óticas. A boa venda começa com uma boa compra, não a compra mais barata, mas a boa compra. Por isso as óticas independentes devem avaliar as cooperativas de compras para ter acesso a condições melhores, sem perder a independência. Um bom relacionamento com o fornecedor e educação do próprio vendedor, envolvendo todo o conhecimento adquirido previamente.

 

C: Nesse cenário mencionado, qual é o papel das redes sociais?

Roman: Elas apoiam bastante, mas até um certo ponto. Vale dizer que é um canal fácil para muita gente falar coisas que, às vezes, não condizem com a verdade. As redes sociais precisam ser olhadas com filtro. Porém, com certeza, elas facilitam muito para a comunicação.

Destaco ao empreendedor que comece a pensar na aquisição de um sistema, em que o cliente chega pela oferta do produto em um sistema integrado, que pode ser comércio eletrônico, e interligado pelas redes sociais. Coloque uma solução que tem um checkout de pagamentos e, depois, a pós-venda e controle de entrega. Após tudo isso, tem que fazer uma nova aproximação do consumidor depois de sete dias ou até meses seguintes. Falo muito que precisamos de sistemas e processos para que isso aconteça adequadamente na jornada da compra de óculos.

 

C: Por que investir em uma tecnologia específica para óticas e não em algum software mais “genérico”?

Roman: O mercado de óptica, apesar de parecer ser um varejo comum, não é exatamente isso, porque ele tem a ver com moda, tecnologia e saúde. Você tem um sistema que abrange esses momentos da jornada do cliente, pois, a compra de óculos, no Brasil, começa pelo oftalmologista.

Inclusive, já poderia ter uma integração maior e melhor para o consumidor encontrar oftalmologistas, fazer a receita, ter uma receita online ao seu alcance, ter uma seleção de óticas mapeadas digitalmente pelo raio de atuação e indicação. Depois, ir à ótica, sem precisar de novo apresentar a receita no local. A Opticanet possui uma ferramenta que se chama e-DNP, responsável por realizar a medição digitalmente do cliente e do rosto para a montagem das lentes.

Isso é uma coisa para integrar nesse processo também, porque muitos acham que sistema é só digitando, mas não é só isso. O sistema pode também captar imagens e fazer a medição na tela junto com o cliente. Tal ponto agrega valor e, depois que é finalizada a venda pelo sistema, os dados ficam armazenados. Quando o cliente volta, após dois anos, por exemplo, ele não precisa começar o processo novamente. Ele pode continuar, inclusive, de onde ele parou há dois anos.

 

C:  Quanto a Bolsa de Empregos, disponibilizado pelo Opticanet, em que consiste a plataforma? Pode detalhar os serviços oferecidos por vocês?

Roman: Na Opticanet, temos vários serviços além de informação, como a bolsa de empregos, que já tem mais de 12 mil currículos desse mercado e já publicamos mais de sete mil vagas. Temos nossa plataforma de EAD, desde 2012, por onde já passaram mais de 36 mil vendedores e funcionários de óticas. São números expressivos para o nosso mercado, que mostra que existe uma demanda e que informação – e educação – geram empregabilidade.

 

C: Qual seria sua dica para as óticas, considerando, principalmente, os negócios independentes existentes do país?

Roman: Contrate funcionários bem treinados, não economize com a educação, porque só é possível fazer vendas com valor agregado se você tiver conhecimento e competência. Não entre na discussão de preços e se estruture na forma mais moderna possível, justamente com software de mercado, cooperativas de compras e canais digitais. Soluções e tecnologia existem no mercado! O que precisa, mesmo, é usar o que se tem à disposição.

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